Quando uma agência apresenta um orçamento, a linha que se lê é a do projecto: identidade visual, campanha, website. O que está por baixo dessa linha raramente aparece — e é aí que mora a maior parte da diferença de preço entre um modelo e outro.
Isto não é uma denúncia. Uma agência não esconde a sua estrutura por má-fé; simplesmente não a factura ao detalhe, porque ninguém factura ao detalhe a electricidade do escritório. Mas quem paga tem interesse em saber o que está a comprar.
Quatro coisas que estão no preço e não são o trabalho
Coordenação. Alguém tem de falar consigo, traduzir o que disse para quem executa, e trazer de volta o que foi feito. Numa agência isso é uma função com nome — account, gestor de projecto — e tem um custo por hora como qualquer outra.
Aprovação. O trabalho passa por camadas antes de lhe chegar. Um director criativo revê o que o designer fez, um director de arte revê a arte final. Essas revisões existem para proteger a qualidade, e cada uma delas tem tempo lá dentro.
Venda. O projecto que comprou foi vendido por alguém, provavelmente numa reunião com uma apresentação feita para o efeito. Esse esforço comercial reparte-se pelos projectos que se fecham, e o seu paga a sua parte.
Estrutura. O escritório, as licenças de software, a contabilidade, a equipa que não está alocada a nada esta semana mas tem de estar lá na próxima. Tudo isto é real e tem de sair de algum lado.
Quando isso vale o que custa
Há projectos em que esta estrutura não é gordura — é o que faz o trabalho acontecer.
Uma campanha com quinze intervenientes, três fornecedores externos e uma data de ar inamovível precisa de coordenação a tempo inteiro. Uma conta que exige alguém disponível todos os dias, para responder em duas horas a um pedido que chegou às nove da manhã, precisa de uma equipa em stand-by. Um trabalho onde a responsabilidade legal tem de estar concentrada numa entidade só precisa de uma entidade capaz de a assumir.
Nestes casos, contratar peças soltas e coordená-las por sua conta sai mais caro — em dinheiro ou em desgaste. E quem lhe disser o contrário está a vender-lhe alguma coisa.
Quando não vale
A maior parte dos projectos não é assim.
A maior parte precisa de duas ou três pessoas muito boas, durante algumas semanas, com um briefing claro e uma decisão rápida. Aí, cada camada que se acrescenta é uma camada entre si e quem faz o trabalho — e camadas custam dinheiro e tempo em igual medida.
É este o espaço em que a Scallent existe. Não somos mais baratos por sermos mais fracos: somos mais baratos porque removemos o que não estava a acrescentar nada àquele projecto concreto.
O que fica no nosso preço
Alguma coisa fica sempre, e vale a pena dizê-lo.
A nossa comissão é de 20%, transparente e sempre a mesma. Paga a curadoria — encontrar, avaliar e manter a pool —, a consulta ao mercado que faz chegar o seu briefing às pessoas certas, e a nossa responsabilidade contratual sobre o trabalho.
O que não paga é um account a coordenar por si, nem um escritório, nem uma camada de aprovação que não pediu. Se precisar dessas coisas, é sinal de que precisa de uma agência — e nós dizemos-lhe isso.
Pode ver a estrutura de custos lado a lado em O modelo, onde há também um simulador. Vale como ordem de grandeza e nada mais: não é um orçamento e não nos vincula a nada.




